início | meu espaço | contactos | artistas | observadores | eventos | anúncios | loja | o que é a PNETartes | PNETartesanato

 
   

Cartoon  |  Cerâmica  |  Desenho  |  Escultura  |  Gravura  |  Ilustração  |  Instalações  |  Pintura  |  Tapeçaria

username  password    |  Registe-se

  
   

Crónicas

Crédito foto: infoenpunto.es

imprimir

ENCERROU A FEIRA DE ARTE DE VIGO

Em: Crónicas

[23-01-2010]  |  José Sacramento

A Feira de Arte Contemporânea de Vigo foi uma boa surpresa pela positiva. Na sua quarta edição e rebaptizada de “Espacio Atlántico” deixou de ser denominada de “Puro Arte”, como era conhecida. Encerrou com um balanço de 30.000 visitantes, o que supõe 10.000 visitantes mais que o ano passado.

Estava uma feira de alta qualidade, ao nível de qualquer feira internacional, com uma organização muito profissional, muito bem montada, com um design novo, com alegria e ritmo, muita luz, bastante arejada, com amplos espaços entre os corredores, óptimas galerias e com obras maravilhosas. Encontrei muitos portugueses, tantos expositores como visitantes, alguns artistas plásticos, amigos e galeristas espanhóis.

Conheci uma Galerista espanhola chamada Concha Fontenla, que há muito tempo desejava conhecer. Ela é de um grande dinamismo e trabalha com artistas cubanos na sua Galeria que se chama: Factoría Compostelana e está situada em Santiago de Compostela.

Trabalha com Lidzie Alvisa, Aimée Garcia, René Francisco, Ibrahim Miranda, René Peña, Sandra Ramos, Lázaro Saavedra e outros, alguns dos quais tinha expostos na feira.

Esta galerista Concha Fontenla, abriu no passado mês de  Novembro uma galeria de arte em Centro Havana, de uma qualidade e modernidade, fantástica.

Mostrou-me o vídeo da inauguração e, surpreendeu-me com o projecto arquitectónico da Galeria. Está entre as ruas Dorey e Obispo, cerca do grande e recentemente inaugurado Centro Comercial que tem aí, instalado o museu do Historiador de Havana.

Podemos concluir que “Espacio Altántico”, é uma feira renovada, com projecção internacional, composta por 52 galerias portuguesas e espanholas.

Dado o momento de crise que atravessamos, e a proximidade da ARCO, foi um risco que estes galeristas enfrentaram perante a realidade económica actual.

Mas, segundo apuramos, nem tudo correu mal, antes pelo contrário, os galeristas estavam muito satisfeitos, não só com a organização mas também com todo o resto, como afirmou em entrevista, a directora da feira Marta Scarpellini sobre as vendas:

“-Sí, ha estado muy bien. Los coleccionistas particulares han respondido bien, aunque debemos trabajar más en este aspecto. Quizá faltó un poco el coleccionismo institucional porque no ha habido tiempo para incidir en este tema. Han comprado la Fundación Barrié y Caixanova, pero falta incorporar a más gente. Por ejemplo, Caixa Galicia estuvo aquí y les gustó mucho la feria, pero no tenían previsto invertir este año. Vamos a trabajar más este año en este aspecto, tanto en el coleccionista privado como en el institucional.”

Segundo apuramos, a maior compra foi feita pela “Fundación Barrié”, que investiu 300.000 euros em trabalhos artísticos. “Caixanova”, por seu lado, comprou obras de Vicente Blanco, Leopoldo Nóvoa, Rita Magalhães, David Morago, Manuel Vilariño, Daniel Canogar, Jorge Perianes, Antía Moure o Xoán Anleo, entre outros; A “Fundación María José Jove” , adquiriu uma importante peça do artista alemão Georg Baselitz.

O galerista português Pedro Cera é da opinião de que a data deve ser mudada, e que a comunidade empresarial galega deve ser envolvida na feira, para aumentar as vendas. Disse ainda que, embora se tenham feito poucos negócios, esta circunstância não é dramática porque se trata de uma primeira edição.

Para a maioria dos galeristas, a participação foi uma aposta forte que resultou favoravelmente quanto à assistência de público e à estrutura da feira.

Para a responsável da galeria MCO do Porto, Maria do Carmo Oliveira, apesar de que economicamente a nossa presença não tenha sido rentável, voltaremos para o próximo ano porque os resultados só se vêm a largo prazo",

Para o galerista Fernando Santos, também do Porto, diz que o mercado é muito vasto mas há poucos compradores. É necessário que as Instituições se comprometam mais com a organização da feira.

Esta galeria, uma das mais prestigiadas de Portugal, apresentou a obra mais cara da Feira, uma tela de Julian Schnabel no valor de 300.000 euros.

Foi na realidade, uma feira inspiradora que nos motivou a candidatarmo-nos para estarmos presente na próxima edição.

 

José Sacramento

galeriasacramento@galeriasacramento.com.pt

nota: os textos são da inteira responsabilidade do respectivo autor/a. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, cedência, difusão, distribuição, armazenagem ou modificação, total ou parcial, por qualquer forma ou meio electrónico, mecânico ou fotográfico deste texto sem o consentimento prévio e expresso do/a autor/a. Exceptuam-se a esta interdição os usos livres autorizados pela legislação aplicável, nomeadamente, o direito de citação, desde que claramente identificada a autoria e a origem.

Ver em:

ver lista completa de crónicas

Comentários

 

Coloque o seu comentário

Nome

Texto

 

© 2008 PNETartes  |  Política de privacidade  |  Contactos  |  rede PNET  |  FAQ/Ajuda  |  Adicione aos Favoritos  |  Publicidade  |  Design e Tecnologia by Portugalnet, Lda.